Evangelização da Criança e do Jovem

30/01/2011
Ata da reunião da Equipe da Evangelização Infantil Sementes do Evangelho:
Reuniao Equipe Evangelizacao Sementes do Evangelho_jan2011

_______________________________________________

29/11/10
Tema da Semana 27/11 a 03/12/10
29 11 a 03 12 10
Chico_Xavier_-1 _Imagens_Diversas Chico_Xav..2
Chico_Xav..3 Chico_Xav..4
______________________________________________________________
29/11/10
Tema da semana 20-26/11/10
Evangeliz..
______________________________________________________
10/11/10
Tema_da_Semana_13_a_19nov_2010
_____________________________________________________
08/11/10
Tema_da_Semana_06_a_12nov_2010
______________________________________________________
27/10/10 – Evangelização Infantil –
Tema_da_Semana_30out_a_05nov_2010
_______________________________________________________
20/10/10 – Tema da semana 23 a 29/10 – A Vida em Família

Clique no link abaixo:

A vida em família

________________________________________________________
12/10/2010 – PLANO DE AULA – Tema da Semana: EVANGELHO NO LAR

Evangelho no Lar_Sementes Evangelho_2010

 

Evangelho no Lar_Sementes Evangelho_2010-complemento

 
_________________________________________________
Aos Evangelizadores, novos eventos.
Cliquem nos links abaixo.

 

______________________________________________
Próximo evento para Evangelizadores
Prezados colegas evangelizadores e coordenadores de infância,
Paz e Luz!
Enviamos o cartaz convite para o próximo evento para divulgação.
Até breve!
***Solicitamos aos coordenadores que levem o caderno para anotações.
***Confirmem por gentileza a presença no encontro pelo e-mail: evangelize.nordeste@gmail.com

Clique no link abaixo.

cartaz-para-2-reuniao-dec-2009

________________________________

I MOMENTO DA EVANGELIZAÇÃO

É com alegria que convidamos os amigos evangelizadores para este momento que será muito enriquecedor.

 

i-momento-da-evangelizacao-sudeste

__________________________________

Atendendo a pedidos do Departamento da Infância e da Juventude (DIJ), da União Espírita Mineira (UEM), repassamos a solicitação abaixo.
Pedimos a todos que retornem para dec.noroeste@gmail.com
Com carinho.
DEC/Noroeste.

Queridos Evangelizadores da Infância e Juventude em Minas Gerais,
Paz e Alegria em seus corações,

Assunto: Mapeamento das Juventudes Espírtas em Minas Gerais.

Atendendo a programação da elaboração do mapeamento das juventudes espíritas, anteriormente enviamos pedido de composição do relatório do CRE para o COFEM – Abril- 2009.

Agora enviamos outro modelo de questionário para melhor conhecimento do perfil dos jovens espíritas na atualidade em Minas Gerais.

Maria Abreu
Diretora DIJ – UEM

Cliquem nos links abaixo.

censo_feb1

questionario-uem

___________________________________

“Preconiza-se na atualidade do mundo, uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.” (Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida – Francisco Cândido Xavier, lição 12)

ev-inf

“Invoque-se o auxílio de religiosos, professores, filósofos e psicólogos, a fim de que a excessiva agressividade filial não atinja as rais da perversidade ou da delinquência para com os pais e nem a excessiva autoridade dos pais venha a violentar os filhos, em nome de extemporânea ou cruel desvinculação. Pais e filhos são, originariamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de auto-burilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução.” (Emmanuel. Francisco Cândido Xavier – Vida e Sexo, cap.18)

moc-esp

____________________________

Veja a programação de estudos para o ano de 2009.  Clique no link abaixo.

____________

Momento da Evangelização/2009 – A contação de histórias na Evangelização

Olá, amigos evangelizadores!

Durante o ano de 2008, realizamos alguns encontros intitulados Momentos da Evangelização, que trabalhavam de maneira expositiva, temas relacionados à Evangelização Infanto-Juvenil.

Como os nossos momentos foram enriquecedores, não poderíamos deixar de realizá-los novamente em 2009. Mas, este ano, trabalharemos mais com o lado prático da tarefa.

Enviamos, em anexo, a programação do Departamento e o cartaz do nosso primeiro Momento da Evangelização/2009. O tema será A contação de histórias na Evangelização e quem trabalhará o tema será o nosso companheiro de ideal: Wilmar.

Infelizmente, as vagas precisarão ser novamente limitadas e as inscrições poderão ser feitas através do telefone identificado no cartaz ou por este e-mail.

Para se inscrever é necessário o nome completo, a Casa Espírita que frequenta e os telefones de contato.

Qualquer dúvida ou informação estamos à disposição. Com carinho. Equipe DEC/Noroeste.

cartaz-taniaprogramacao-2009-para-as-casas-espiritas-1

TEMA – EVANGELHO NO LAR

“Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização” – Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Cinquenta Anos Depois.

Sugestões para estudo do tema

* Sugestões retiradas da Cartilha “O Evangelho no Lar e no Coração” – Federação Espírita Brasileira, Conselho Federativo Nacional. (Segue anexa)

O CONSOLADOR

Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

CULTO CRISTÃO NO LAR

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lança raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A Boa Nova seguiu da manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação de Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o tato simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no circulo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender as obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calunia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio obtém compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E ai, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a beneficio deles e dos outros, o estimulo é cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a senha de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da ramagem humana em todas as circunstâncias.

Não olvides, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no Santuário familiar, onde nos cabe o exemplo da paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom animo, sob o reinado legitimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o testamento da luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e a apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

O EVANGELHO NO LAR

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.

Bezerra de Menezes – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Temas da Vida: Evangelho no Lar.

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.

André Luiz – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Sinal Verde.

SUGESTÕES PARA MONTAGEM DA AULA

Adequar sempre os temas às condições evolutivas conforme idade do evangelizando. Respeitando os limites e possibilidades.

1. Advinhando o tema da aula

Desenhar no quadro 14 riscos (equivalentes a frase Evangelho no Lar).

Pedir para que eles advinhem dizendo letra por letra.

Para cada erro desenhar um pedaço de uma flor. Caso termine o desenho e os evangelizandos não tenham acertado o tema, inicie outra flor.

Comentar a respeito do significado das palavras:

Evangelho – Boa nova (nova=notícia)

Lar – Família

2. Realizar o Evangelho no Lar com as crianças.

Pode-se ler um pedaço do Evangelho segundo o Espiritismo (para crianças maiores) ou uma história infantil com um fundo moral. Os evangelizandos podem participar das irradiações dizendo a quem eles gostariam de desejar coisas boas. Colocar uma jarra com água para fluidificar e, ao final, beber com as crianças.

Pode-se simular o ambiente familiar através de uma decoração ou de teatro.

Sugerimos também as seguintes histórias:

O culto cristão no lar

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

— Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel

 

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.
No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colméia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual as outras…
Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.
Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colméia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas…

 

À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel.Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!

Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.

Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas idéias na sua colméia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colméia para que eles vissem que o seu ideal era possível.

Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.

Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.

 

 

Luis Roberto Scholl
Seara Espírita nº 66 – maio de 2004

Evangelho no Lar

 

Naquele dia a realização do Evangelho no Lar foi diferente porque Adriana, a mãe, resolveu explicar a importância do encontro:
– Vocês sabem que nossa casa tem alarme para nos proteger dos ladrões. Mas, para proteger nosso lar das más influências dos Espíritos que desejam nos inspirar pensamentos negativos, além de vigiar nossos pensamentos e ações, nós realizamos o Evangelho no Lar.
Disse também que é um momento em que se reúne a família para orar e para estudar os ensinamentos de Jesus. E que deve ser feito em dia e hora certo porque os benfeitores espirituais também se organizam e tem outras coisas para fazer no Mundo Espiritual. Assim, respeitar dia e horário é demonstrar consideração pelos Espíritos superiores encarregados de auxiliar naquele momento.
– É o dia que Jesus vem dormir em nossa casa! – completou a mãe.

 

André achou interessante ter um convidado tão especial e resolveu participar sem reclamar.

Eles iniciaram com uma prece. A mãe explicou que a prece era para harmonizar o ambiente e as pessoas, e também para pedir ao Espírito protetor ajuda para compreender o que fosse estudado naquela noite.

A etapa seguinte era a leitura de um trecho do Evangelho. Adriana, porém, mostrou um livro de histórias infantis da Coleção Conte Mais*:

– Hoje vamos ler uma história deste livro. – explicou.

Era uma narrativa que os garotos não conheciam, o que despertou a curiosidade dos dois meninos. Depois de ler a história, todos comentaram as atitudes dos personagens, aprendendo lições para a vida.

No momento seguinte, Adriana explicou que eles enviariam boas vibrações por pessoas que precisam de auxílio material ou espiritual. Disse, então, que vibrar por alguém é emitir bons pensamentos. Assim, André pediu saúde para um colega que estava doente e Felipe lembrou de um amigo cujo pai estava preso. A mãe encerrou as vibrações pedindo força e coragem para uma colega de trabalho que estava com dificuldades.

Terminaram o encontro fazendo uma prece de agradecimento e bebendo a água que haviam colocado em um recipiente para magnetizar. Aquela água continha os fluídos necessários e benéficos para a família.
Aos poucos, Adriana conseguiu motivar André e Felipe a participarem do Evangelho no Lar. Ela sabia que aqueles momentos de aprendizado e amor em família seriam muito importantes na educação espiritual de seus filhos.

 

 

 

Coleção Conte Mais (Editora Francisco Spinelli – FERGS)

3. Fazer perguntas aos evangelizandos sobre o tema:

Como se inicia o Evangelho no Lar?

Como devemos estar na hora do Evangelho no Lar?

A quem dirigimos as preces na hora do Evangelho no Lar?

Que livros podemos usar para a leitura?

Por que a água fica magnetizada?

Qual a importância da água magnetizada?

Por quem devemos pedir nas preces do Evangelho no Lar?

O que devemos agradecer no Evangelho no Lar?

O Evangelho pode ser realizado em qualquer dia e a qualquer hora?

O que acontece no lar que realiza o Evangelho?

Quando estivermos fazendo o Evangelho e chegar visitas, o que devemos fazer?

Quando não pudermos fazer o Evangelho no dia e hora de costume o que devemos fazer?

Para finalizar o Evangelho o que devemos fazer?

Quem deve participar do Evangelho no Lar?

** Pode-se fazer uma brincadeira, colocando as várias perguntas sobre o Evangelho no Lar em uma caixinha. Colocar uma música e pedir para os evangelizandos irem passando a caixinha um para o outro. Quando a música parar aquele que estiver com a caixinha na mão deverá retirar uma pergunta e respondê-la.

Se os evangelizandos não souberem ler, devem retirar a pergunta e entregá-la ao evangelizador para que este faça a leitura. Poderão ser feitos comentários complementares à resposta dada, se necessário.

4. Texto para ser levado para casa e conversado com os pais. (Texto em anexo)

Evangelho

Texto_-_E..

TEMA – EVANGELHO NO LAR

  • “Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização” – Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Cinquenta Anos Depois.

Sugestões para estudo do tema

* Sugestões retiradas da Cartilha “O Evangelho no Lar e no Coração” – Federação Espírita Brasileira, Conselho Federativo Nacional. (Segue anexa)

O CONSOLADOR

Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

CULTO CRISTÃO NO LAR

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lança raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A Boa Nova seguiu da manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação de Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o tato simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no circulo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender as obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calunia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio obtém compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E ai, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a beneficio deles e dos outros, o estimulo é cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a senha de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da ramagem humana em todas as circunstâncias.

Não olvides, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no Santuário familiar, onde nos cabe o exemplo da paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom animo, sob o reinado legitimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o testamento da luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e a apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

O EVANGELHO NO LAR

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.

Bezerra de Menezes – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Temas da Vida: Evangelho no Lar.

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.

André Luiz – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Sinal Verde.

SUGESTÕES PARA MONTAGEM DA AULA

Adequar sempre os temas às condições evolutivas conforme idade do evangelizando. Respeitando os limites e possibilidades.

  1. Advinhando o tema da aula

Desenhar no quadro 14 riscos (equivalentes a frase Evangelho no Lar).

Pedir para que eles advinhem dizendo letra por letra.

Para cada erro desenhar um pedaço de uma flor. Caso termine o desenho e os evangelizandos não tenham acertado o tema, inicie outra flor.

Comentar a respeito do significado das palavras:

Evangelho – Boa nova (nova=notícia)

Lar – Família

2. Realizar o Evangelho no Lar com as crianças.

Pode-se ler um pedaço do Evangelho segundo o Espiritismo (para crianças maiores) ou uma história infantil com um fundo moral. Os evangelizandos podem participar das irradiações dizendo a quem eles gostariam de desejar coisas boas. Colocar uma jarra com água para fluidificar e, ao final, beber com as crianças.

Pode-se simular o ambiente familiar através de uma decoração ou de teatro.

Sugerimos também as seguintes histórias:

O culto cristão no lar

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

— Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel

 

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.
No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colméia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual as outras…

 

Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.

Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colméia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas…

À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel.Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!

Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.

Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas idéias na sua colméia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colméia para que eles vissem que o seu ideal era possível.

Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.

Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.
Luis Roberto Scholl
Seara Espírita nº 66 – maio de 2004
Evangelho no Lar

 

 

 

Naquele dia a realização do Evangelho no Lar foi diferente porque Adriana, a mãe, resolveu explicar a importância do encontro:
– Vocês sabem que nossa casa tem alarme para nos proteger dos ladrões. Mas, para proteger nosso lar das más influências dos Espíritos que desejam nos inspirar pensamentos negativos, além de vigiar nossos pensamentos e ações, nós realizamos o Evangelho no Lar.

 

Disse também que é um momento em que se reúne a família para orar e para estudar os ensinamentos de Jesus. E que deve ser feito em dia e hora certo porque os benfeitores espirituais também se organizam e tem outras coisas para fazer no Mundo Espiritual. Assim, respeitar dia e horário é demonstrar consideração pelos Espíritos superiores encarregados de auxiliar naquele momento.

– É o dia que Jesus vem dormir em nossa casa! – completou a mãe.

André achou interessante ter um convidado tão especial e resolveu participar sem reclamar.

Eles iniciaram com uma prece. A mãe explicou que a prece era para harmonizar o ambiente e as pessoas, e também para pedir ao Espírito protetor ajuda para compreender o que fosse estudado naquela noite.

A etapa seguinte era a leitura de um trecho do Evangelho. Adriana, porém, mostrou um livro de histórias infantis da Coleção Conte Mais*:

– Hoje vamos ler uma história deste livro. – explicou.

Era uma narrativa que os garotos não conheciam, o que despertou a curiosidade dos dois meninos. Depois de ler a história, todos comentaram as atitudes dos personagens, aprendendo lições para a vida.
No momento seguinte, Adriana explicou que eles enviariam boas vibrações por pessoas que precisam de auxílio material ou espiritual. Disse, então, que vibrar por alguém é emitir bons pensamentos. Assim, André pediu saúde para um colega que estava doente e Felipe lembrou de um amigo cujo pai estava preso. A mãe encerrou as vibrações pedindo força e coragem para uma colega de trabalho que estava com dificuldades.
Terminaram o encontro fazendo uma prece de agradecimento e bebendo a água que haviam colocado em um recipiente para magnetizar. Aquela água continha os fluídos necessários e benéficos para a família.

 

Aos poucos, Adriana conseguiu motivar André e Felipe a participarem do Evangelho no Lar. Ela sabia que aqueles momentos de aprendizado e amor em família seriam muito importantes na educação espiritual de seus filhos.
Coleção Conte Mais (Editora Francisco Spinelli – FERGS)
3. Fazer perguntas aos evangelizandos sobre o tema:
Como se inicia o Evangelho no Lar?
Como devemos estar na hora do Evangelho no Lar?
A quem dirigimos as preces na hora do Evangelho no Lar?
Que livros podemos usar para a leitura?

Por que a água fica magnetizada?

Qual a importância da água magnetizada?

Por quem devemos pedir nas preces do Evangelho no Lar?

O que devemos agradecer no Evangelho no Lar?

O Evangelho pode ser realizado em qualquer dia e a qualquer hora?

O que acontece no lar que realiza o Evangelho?

Quando estivermos fazendo o Evangelho e chegar visitas, o que devemos fazer?

Quando não pudermos fazer o Evangelho no dia e hora de costume o que devemos fazer?

Para finalizar o Evangelho o que devemos fazer?

Quem deve participar do Evangelho no Lar?

** Pode-se fazer uma brincadeira, colocando as várias perguntas sobre o Evangelho no Lar em uma caixinha. Colocar uma música e pedir para os evangelizandos irem passando a caixinha um para o outro. Quando a música parar aquele que estiver com a caixinha na mão deverá retirar uma pergunta e respondê-la.

Se os evangelizandos não souberem ler, devem retirar a pergunta e entregá-la ao evangelizador para que este faça a leitura. Poderão ser feitos comentários complementares à resposta dada, se necessário.

4. Texto para ser levado para casa e conversado com os pais. (Texto em anexo)

TEMA – EVANGELHO NO LAR

“Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização” – Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Cinquenta Anos Depois.

 

Sugestões para estudo do tema

* Sugestões retiradas da Cartilha “O Evangelho no Lar e no Coração” – Federação Espírita Brasileira, Conselho Federativo Nacional. (Segue anexa)

O CONSOLADOR

Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

CULTO CRISTÃO NO LAR

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lança raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A Boa Nova seguiu da manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação de Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o tato simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no circulo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender as obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calunia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio obtém compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E ai, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a beneficio deles e dos outros, o estimulo é cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a senha de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da ramagem humana em todas as circunstâncias.

Não olvides, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no Santuário familiar, onde nos cabe o exemplo da paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom animo, sob o reinado legitimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o testamento da luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e a apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

O EVANGELHO NO LAR

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.

Bezerra de Menezes – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Temas da Vida: Evangelho no Lar.

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.

André Luiz – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Sinal Verde.

SUGESTÕES PARA MONTAGEM DA AULA

Adequar sempre os temas às condições evolutivas conforme idade do evangelizando. Respeitando os limites e possibilidades.

  1. Advinhando o tema da aula

Desenhar no quadro 14 riscos (equivalentes a frase Evangelho no Lar).

Pedir para que eles advinhem dizendo letra por letra.

Para cada erro desenhar um pedaço de uma flor. Caso termine o desenho e os evangelizandos não tenham acertado o tema, inicie outra flor.

Comentar a respeito do significado das palavras:

Evangelho – Boa nova (nova=notícia)

Lar – Família

2. Realizar o Evangelho no Lar com as crianças.

Pode-se ler um pedaço do Evangelho segundo o Espiritismo (para crianças maiores) ou uma história infantil com um fundo moral. Os evangelizandos podem participar das irradiações dizendo a quem eles gostariam de desejar coisas boas. Colocar uma jarra com água para fluidificar e, ao final, beber com as crianças.

Pode-se simular o ambiente familiar através de uma decoração ou de teatro.

Sugerimos também as seguintes histórias:

O culto cristão no lar

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

— Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.

 

No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colméia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual as outras…

Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.

Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colméia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas…

À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel.Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!

Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.

Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas idéias na sua colméia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colméia para que eles vissem que o seu ideal era possível.

Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.
Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.
Luis Roberto Scholl
Seara Espírita nº 66 – maio de 2004

 

Evangelho no Lar

 

 

Naquele dia a realização do Evangelho no Lar foi diferente porque Adriana, a mãe, resolveu explicar a importância do encontro:

 

– Vocês sabem que nossa casa tem alarme para nos proteger dos ladrões. Mas, para proteger nosso lar das más influências dos Espíritos que desejam nos inspirar pensamentos negativos, além de vigiar nossos pensamentos e ações, nós realizamos o Evangelho no Lar.

Disse também que é um momento em que se reúne a família para orar e para estudar os ensinamentos de Jesus. E que deve ser feito em dia e hora certo porque os benfeitores espirituais também se organizam e tem outras coisas para fazer no Mundo Espiritual. Assim, respeitar dia e horário é demonstrar consideração pelos Espíritos superiores encarregados de auxiliar naquele momento.

– É o dia que Jesus vem dormir em nossa casa! – completou a mãe.

André achou interessante ter um convidado tão especial e resolveu participar sem reclamar.

Eles iniciaram com uma prece. A mãe explicou que a prece era para harmonizar o ambiente e as pessoas, e também para pedir ao Espírito protetor ajuda para compreender o que fosse estudado naquela noite.

A etapa seguinte era a leitura de um trecho do Evangelho. Adriana, porém, mostrou um livro de histórias infantis da Coleção Conte Mais*:

– Hoje vamos ler uma história deste livro. – explicou.
Era uma narrativa que os garotos não conheciam, o que despertou a curiosidade dos dois meninos. Depois de ler a história, todos comentaram as atitudes dos personagens, aprendendo lições para a vida.
No momento seguinte, Adriana explicou que eles enviariam boas vibrações por pessoas que precisam de auxílio material ou espiritual. Disse, então, que vibrar por alguém é emitir bons pensamentos. Assim, André pediu saúde para um colega que estava doente e Felipe lembrou de um amigo cujo pai estava preso. A mãe encerrou as vibrações pedindo força e coragem para uma colega de trabalho que estava com dificuldades.

 

Terminaram o encontro fazendo uma prece de agradecimento e bebendo a água que haviam colocado em um recipiente para magnetizar. Aquela água continha os fluídos necessários e benéficos para a família.
Aos poucos, Adriana conseguiu motivar André e Felipe a participarem do Evangelho no Lar. Ela sabia que aqueles momentos de aprendizado e amor em família seriam muito importantes na educação espiritual de seus filhos.
Coleção Conte Mais (Editora Francisco Spinelli – FERGS)
3. Fazer perguntas aos evangelizandos sobre o tema:
Como se inicia o Evangelho no Lar?
Como devemos estar na hora do Evangelho no Lar?
A quem dirigimos as preces na hora do Evangelho no Lar?

Que livros podemos usar para a leitura?

Por que a água fica magnetizada?

Qual a importância da água magnetizada?

Por quem devemos pedir nas preces do Evangelho no Lar?

O que devemos agradecer no Evangelho no Lar?

O Evangelho pode ser realizado em qualquer dia e a qualquer hora?

O que acontece no lar que realiza o Evangelho?

Quando estivermos fazendo o Evangelho e chegar visitas, o que devemos fazer?

Quando não pudermos fazer o Evangelho no dia e hora de costume o que devemos fazer?

Para finalizar o Evangelho o que devemos fazer?

Quem deve participar do Evangelho no Lar?

** Pode-se fazer uma brincadeira, colocando as várias perguntas sobre o Evangelho no Lar em uma caixinha. Colocar uma música e pedir para os evangelizandos irem passando a caixinha um para o outro. Quando a música parar aquele que estiver com a caixinha na mão deverá retirar uma pergunta e respondê-la.

Se os evangelizandos não souberem ler, devem retirar a pergunta e entregá-la ao evangelizador para que este faça a leitura. Poderão ser feitos comentários complementares à resposta dada, se necessário.

4. Texto para ser levado para casa e conversado com os pais. (Texto em anexo)

EvangelhoTEMA – EVANGELHO NO LAR

“Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização” – Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Cinquenta Anos Depois.

Sugestões para estudo do tema

* Sugestões retiradas da Cartilha “O Evangelho no Lar e no Coração” – Federação Espírita Brasileira, Conselho Federativo Nacional. (Segue anexa)

O CONSOLADOR

Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

CULTO CRISTÃO NO LAR

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lança raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A Boa Nova seguiu da manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação de Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o tato simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no circulo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender as obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calunia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio obtém compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E ai, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a beneficio deles e dos outros, o estimulo é cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a senha de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da ramagem humana em todas as circunstâncias.

Não olvides, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no Santuário familiar, onde nos cabe o exemplo da paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom animo, sob o reinado legitimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o testamento da luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e a apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, O Consolador, questão 110.

O EVANGELHO NO LAR

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.

Bezerra de Menezes – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Temas da Vida: Evangelho no Lar.

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.

André Luiz – Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Sinal Verde.

SUGESTÕES PARA MONTAGEM DA AULA

Adequar sempre os temas às condições evolutivas conforme idade do evangelizando. Respeitando os limites e possibilidades.

  1. Advinhando o tema da aula

Desenhar no quadro 14 riscos (equivalentes a frase Evangelho no Lar).

Pedir para que eles advinhem dizendo letra por letra.

Para cada erro desenhar um pedaço de uma flor. Caso termine o desenho e os evangelizandos não tenham acertado o tema, inicie outra flor.

Comentar a respeito do significado das palavras:

Evangelho – Boa nova (nova=notícia)

Lar – Família

2. Realizar o Evangelho no Lar com as crianças.

Pode-se ler um pedaço do Evangelho segundo o Espiritismo (para crianças maiores) ou uma história infantil com um fundo moral. Os evangelizandos podem participar das irradiações dizendo a quem eles gostariam de desejar coisas boas. Colocar uma jarra com água para fluidificar e, ao final, beber com as crianças.

Pode-se simular o ambiente familiar através de uma decoração ou de teatro.

Sugerimos também as seguintes histórias:

O culto cristão no lar

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

— Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.

No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colméia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual as outras…

Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.

Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colméia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas…

À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel.Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!

Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.

Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas idéias na sua colméia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colméia para que eles vissem que o seu ideal era possível.
Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.
Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.

 

Luis Roberto Scholl
Seara Espírita nº 66 – maio de 2004
Evangelho no Lar

 

 

Naquele dia a realização do Evangelho no Lar foi diferente porque Adriana, a mãe, resolveu explicar a importância do encontro:

– Vocês sabem que nossa casa tem alarme para nos proteger dos ladrões. Mas, para proteger nosso lar das más influências dos Espíritos que desejam nos inspirar pensamentos negativos, além de vigiar nossos pensamentos e ações, nós realizamos o Evangelho no Lar.

Disse também que é um momento em que se reúne a família para orar e para estudar os ensinamentos de Jesus. E que deve ser feito em dia e hora certo porque os benfeitores espirituais também se organizam e tem outras coisas para fazer no Mundo Espiritual. Assim, respeitar dia e horário é demonstrar consideração pelos Espíritos superiores encarregados de auxiliar naquele momento.

– É o dia que Jesus vem dormir em nossa casa! – completou a mãe.

André achou interessante ter um convidado tão especial e resolveu participar sem reclamar.

Eles iniciaram com uma prece. A mãe explicou que a prece era para harmonizar o ambiente e as pessoas, e também para pedir ao Espírito protetor ajuda para compreender o que fosse estudado naquela noite.

A etapa seguinte era a leitura de um trecho do Evangelho. Adriana, porém, mostrou um livro de histórias infantis da Coleção Conte Mais*:
– Hoje vamos ler uma história deste livro. – explicou.
Era uma narrativa que os garotos não conheciam, o que despertou a curiosidade dos dois meninos. Depois de ler a história, todos comentaram as atitudes dos personagens, aprendendo lições para a vida.

 

No momento seguinte, Adriana explicou que eles enviariam boas vibrações por pessoas que precisam de auxílio material ou espiritual. Disse, então, que vibrar por alguém é emitir bons pensamentos. Assim, André pediu saúde para um colega que estava doente e Felipe lembrou de um amigo cujo pai estava preso. A mãe encerrou as vibrações pedindo força e coragem para uma colega de trabalho que estava com dificuldades.
Terminaram o encontro fazendo uma prece de agradecimento e bebendo a água que haviam colocado em um recipiente para magnetizar. Aquela água continha os fluídos necessários e benéficos para a família.
Aos poucos, Adriana conseguiu motivar André e Felipe a participarem do Evangelho no Lar. Ela sabia que aqueles momentos de aprendizado e amor em família seriam muito importantes na educação espiritual de seus filhos.
Coleção Conte Mais (Editora Francisco Spinelli – FERGS)
3. Fazer perguntas aos evangelizandos sobre o tema:
Como se inicia o Evangelho no Lar?
Como devemos estar na hora do Evangelho no Lar?

A quem dirigimos as preces na hora do Evangelho no Lar?

Que livros podemos usar para a leitura?

Por que a água fica magnetizada?

Qual a importância da água magnetizada?

Por quem devemos pedir nas preces do Evangelho no Lar?

O que devemos agradecer no Evangelho no Lar?

O Evangelho pode ser realizado em qualquer dia e a qualquer hora?

O que acontece no lar que realiza o Evangelho?

Quando estivermos fazendo o Evangelho e chegar visitas, o que devemos fazer?

Quando não pudermos fazer o Evangelho no dia e hora de costume o que devemos fazer?

Para finalizar o Evangelho o que devemos fazer?

Quem deve participar do Evangelho no Lar?

** Pode-se fazer uma brincadeira, colocando as várias perguntas sobre o Evangelho no Lar em uma caixinha. Colocar uma música e pedir para os evangelizandos irem passando a caixinha um para o outro. Quando a música parar aquele que estiver com a caixinha na mão deverá retirar uma pergunta e respondê-la.

Se os evangelizandos não souberem ler, devem retirar a pergunta e entregá-la ao evangelizador para que este faça a leitura. Poderão ser feitos comentários complementares à resposta dada, se necessário.

4. Texto para ser levado para casa e conversado com os pais. (Texto em anexo)

Evangelho

2 respostas para Evangelização da Criança e do Jovem

  1. Maria Luzia disse:

    Achei muito bem elaborada ESTA AULA. Ela é para todas as idades, serve para os adultos.
    Inclusive para outros assuntos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s