Nova tradução de O Livro dos Espíritos

30/11/2006

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http://www.febnet.org.br/noticias/2,0,0,147,0,0.html

Uma edição especial de O Livro dos Espíritos, com nova tradução e notas de rodapé inéditas, é uma das principais ações que a Federação Espírita Brasileira (FEB) programou para 2007, quando se comemora os 150 anos da Doutrina Espírita. O Livro dos Espíritos – marco inicial do Espiritismo – foi lançado por Allan Kardec no dia 18 de abril de 1857, em Paris, França.
O lançamento da nova tradução de O Livro dos Espíritos vai acontecer nos dias 9 e 10 de dezembro de 2006 e assinala a abertura das comemorações dos 150 anos do Espiritismo na Federação Espírita Brasileira. No dia 9, o lançamento ocorre na sede histórica da FEB, no Rio de Janeiro. A solenidade inicia às 10h e contará com palestras de Juvanir Borges de Souza (ex-presidente da FEB), Evandro Noleto Bezerra (tradutor da obra) e Arthur Nascimento (diretor da FEB). É necessário retirar os convites na própria sede histórica. O endereço é Av. passos, 30, Centro. No dia 10 de dezembro, na sede da FEB em Brasília, o lançamento da edição especial de O Livro dos Espíritos está programada para as 16 horas. As palestras previstas são de Evandro Noleto, Altivo Ferreira (vice-presidente da FEB) Antonio Cesar Perri de Carvalho (diretor da FEB). Não é necessário retirar convites. A sede da FEB fica na avenida L-2 Norte, Quadra 603. Asa Norte.
A tradução de Guillon Ribeiro – A FEB publicava, até então, apenas a tradução do seu ex-presidente, Luiz Olímpio Guillon Ribeiro. Uma obra clássica, que tem como marca registrada a linguagem refinada. Engenheiro civil, poliglota, jornalista e vernaculista, aos 28 anos de idade Guillon teve sua competência como escritor reconhecida publicamente por Ruy Barbosa, em discurso pronunciado na sessão de 14 de outubro de 1903. A razão do elogio: o impecável trabalho de Guillon na revisão do Projeto do Código Civil brasileiro. Ele traduziu, ainda, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, A Gênese e Obras Póstumas, todos de Allan Kardec.
A nova tradução de  O Livro dos Espíritos – que foi apresentada na reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, de 10 a 12 de novembro passado – é assinada por Evandro Noleto Bezerra. Secretário-Geral da FEB, Noleto já traduziu os doze volumes da Revista Espírita editados por Allan Kardec e, no ano passado, lançou Viagem Espírita em 1862, O Espiritismo na sua Expressão Mais Simples, Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas (todos de Kardec) e organizou Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita.
A tradução de Noleto é fruto de um dedicado trabalho de pesquisa nos originais franceses existentes na Biblioteca de Obras Raras da FEB. Ele tomou como texto básico a segunda impressão da 2ª edição francesa, de 1860 com alguns acréscimos, supressões e modificações feitos pelo próprio Allan Kardec: na 4a edição, de 1860; na 5a edição, de 1861; na 6a  edição, de 1862; na 10a edição, de 1863; e na 12a edição, de 1864. Essas alterações acham-se claramente definidas e explicadas pelo tradutor ao longo das páginas correspondentes do livro, sob a forma de notas de rodapé. “Na seqüência da 12ª edição do original francês, incluindo a 13ª, de 1865 e durante todo o restante período em que Allan Kardec esteve encarnado, não consta ter havido qualquer outra modificação, o que torna definitiva essa 12ª edição”, explica o tradutor. Noleto optou por um texto direto, sem inversões, e buscou atualizar algumas expressões usadas por Guillon Ribeiro e que atualmente estão em desuso na língua portuguesa, mas preservando a exatidão do texto original francês.


12 – temas da esperança

29/11/2006

      Quem goste de pessimismo, e se queixe de solidão, observe se alguém estima repousar no espinheiro.
                                                                    *
      Pense que se não houvesses nascido para melhorar o ambiente em que vives, estarias decerto em Planos Superiores.
                                                                    *
      Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam.
                                                                    *
      Se pretendes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria.
                                                                    *
      A conversa triste com os tristes, deixa os tristes muito mais tristes.
                                                                    *
      Quem disser que Deus desanimou de amparar a Humanidade, medite na beleza do Sol, em cada alvorecer.
                                                                    *
      Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando, para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis.
                                                                    *
      Nos dias de provação, efetivamente, não seriam razoáveis quaisquer espetáculos de bom humor, entretanto, o bom ânimo e a esperança são luzes e bênçãos em qualquer lugar.
                                                                    *
      Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.
                                                                    *
      Quando estiveres à beira do desalento pergunta a ti mesmo se estás num mundo em construção ou se estás numa colônia de férias.
                                                                    *
      Deus permitiu a existência das quedas d’água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.
                                                                    *
      Não sofras pensando nos defeitos alheios; os outros são espíritos, quais nós mesmos, em preparação ou tratamento para a Vida Maior.
                                                                    *
      Se procuras a paz, não critiques e sim ajuda sempre.
                                                                    *
      Indica a pessoa que teria construído algo de bom, sem suor e sofrimento.
                                                                    *
      Toda irritação é um estorvo no trabalho.
                                                                    *
      Deixa um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente.
                                                                    *
      Quem furta a esperança, cria a doença.
                                                                    *
      O sorriso é sempre uma luz em tua porta.

(do livro Companheiro, pelo espírito Emmanuel/psicografia de Francisco Cândido Xavier)


6 – Nunca Sem Esperança

28/11/2006

        Nunca percas a esperança.
        Se o pranto te encharca a existência, recorre a Deus, no exercício do bem, e acharás Deus, nas entranhas da própria alma, a propiciar-te consolo.
        Se sofres incompreensão, ajuda ainda e sempre aos que te não entendem e encontrarás Deus, no imo do próprio espírito a fortalecer-te com o bálsamo da piedade pelos que se desequilibram na sombra.
        Se te menosprezam ou te injuriam, guarda-te em silêncio no auxílio ao próximo, e surpreenderás Deus, no íntimo de teus mais íntimos pensamentos, prestigiando-te as intenções.
        Se te golpeiam ou censuram, cala-te, edificando a felicidade dos que te rodeiam, e Deus falará por ti, na voz inarticulada do tempo.
        E, se erraste, não tombes em desespero, mas, trabalhando e servindo, receberás de Deus a oportunidade da retificação e da paz.
        Sejam quais forem as aflições e problemas que te agitem a estrada, confia em Deus, amando e construindo, perdoando e amparando sempre, porque Deus, acima de todas as calamidades e de todas as lágrimas, te fará sobreviver, abençoando-te a vida e sustentando-te o coração.

Meimei

(do Livro Coragem, por Espíritos Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier)


Texto Antidepressivo

27/11/2006

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
 
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
 
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
 
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
 
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
 
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
 
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
 
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
 
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
 
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
 
(Obra: Busca e Acharás – pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier)


Reparação

27/11/2006

Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
*
Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
*
Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
*
É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
*
O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
*
Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
*
Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
*
Dispõe-te a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
Não lhes agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
*
Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta…
*
Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
*
E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascenção para Deus.

(do Livro “Confia e Segue”, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)


As Obras da Fé

23/11/2006

(EsE, cap. XIX, “A Fé Transporta Montanhas”)

Entendendo a fé por reconhecimento pessoal da Graça Divina, seus reflexos serão claridades de certeza no bem e força renovadora de vida.
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A fé legítima não existe para a alma que se julga superior a Deus.
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O coração fervoroso torna-se um dínamo de forças transcendentes e renovadoras.
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As razões da fé podem até se estribar nas questões da existência física; mas, quando autêntica, a fé se revela por sublimes equações morais.
…………….
As religiões são chamadas a fomentar a fé; porém, se suas crenças se baseiam nos interesses do mundo, renegam a própria missão.
…………….
A fé divina nasce com a maturidade do senso moral, pela soma de experiências bem vividas.
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A fé espírita é resultante da justa compreensão das Leis Cósmicas, que atestam à razão a excelência da Caridade.
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Quando a lucidez sobre os princípios universais se instala na mente, o fruto dessa certeza se patenteia nas obras decorrentes da renovação moral.
…………….
A palavra que não se estriba em ação é cartaz improvisado que a adversidade facilmente desfigura.
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Fé significa visão profunda da alma. Só ela garante os testemunhos vivos do amor.
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Não há limite de realização para aquele que crê e sabe de Deus.
…………….
O homem caminha às cegas, amparado pela Providência, até que se emancipe na fé e se torne, ele mesmo, agente dessa Providência que até então o amparou.
…………….

(do Livro O Evangelho da Razão, pelo Espírito Leão Zállio, psicografia de Wagner Gomes da Paixão)


Mensagem aos Espíritas – CFN/2006

22/11/2006

DOCUMENTO APROVADO DURANTE A REUNIÃO DO CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL, DE 10 A 12 DE NOVEMBRO DE 2006 

MENSAGEM AOS ESPÍRITAS

Assunto: Preservação dos Princípios Doutrinários na Prática Espírita

“É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios.”

Bezerra de Menezes (Mensagem “Unificação”, psicografia de Francisco Cândido Xavier – Reformador, agosto 2001)
 

  • Considerando que as idéias espíritas, tais como reencarnação, imortalidade, comunicação com os Espíritos e vida após a morte, têm sido alvo de interesse geral, propiciando à mídia a divulgação de filmes, teatro, livros e notícias de fatos ocorridos, que mostram, cada vez mais, a certeza dessas verdades que a Doutrina Espírita revela há 150 anos;
  • Considerando que essa promoção é perfeitamente compatível com os propósitos do Movimento Espírita que é o de colocar ao alcance e a serviços de todos a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, dando sentido à vida e trazendo respostas às inquietações de muitos seres humanos com tendência ao suicídio, à violência, ao uso das drogas e à desagregação familiar;
  • Considerando que, com a divulgação feita pela mídia, independentemente da ação do Movimento Espírita, é natural que um número cada vez maior de pessoas procure os núcleos espíritas, interessado em aprofundar-se no conhecimento dos ensinos doutrinários e em receber a assistência, o esclarecimento e a orientação de que necessita, bem como preparar-se para o trabalho voluntário, na assistência e promoção social, no atendimento aos que necessitam de amparo espiritual e em outras atividades;
  • Considerando que esta circunstância oferece ao trabalhador espírita a oportunidade de intensificar o desenvolvimento de suas tarefas voltadas ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, consciente de que a convicção do ser humano quanto à sua condição de Espírito imortal é fundamental para ajudá-lo a atravessar esta fase de transição em que nos encontramos, quando se prepara a Humanidade para ascender à condição de mundo de regeneração;
  • Considerando que o Centro Espírita continua a ser o núcleo básico da difusão espírita, propiciando espaço para todas as atividades de atendimento e de estudo aos interessados em receber os benefícios da Doutrina Espírita, tal como foi revelada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias,

O CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL, EM SUA REUNIÃO DE 10 A 12 DE NOVEMBRO DE 2006, RECOMENDA: 

1 – que os dirigentes e trabalhadores espíritas intensifiquem os seus esforços no sentido de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviços de todos os homens, divulgando os seus ensinos com o propósito de esclarecer fraternalmente, sem impor e sem pretender converter a quem quer que seja;

2 – que procuremos aprimorar, ampliar e multiplicar os núcleos espíritas, utilizando toda a sua potencialidade no atendimento às necessidades de assistência, de conhecimento, de estudo e de orientação que os seres humanos apresentam;

3 – que no desenvolvimento da tarefa de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita:

3.1 – estudemos constantemente a Doutrina Espírita, não só para o nosso próprio aprimoramento, como também, para manter o trabalho doutrinário dentro dos princípios espíritas, sem as influências nocivas de interpretações pessoais distorcidas;

3.2 – trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, impondo silêncio aos nossos ciúmes e às nossas discórdias, para não prejudicar e nem retardar a execução do trabalho, em qualquer área de atividade em que nos encontremos;

3.3 – mantenhamos o Espiritismo com a pureza doutrinária própria do Cristianismo nascente, sem incorporar à sua prática qualquer forma de ritual, de sacramento ou de idolatria, incompatível com os seus princípios. É lícito, justo e conveniente orarmos em benefício de alguém que nasce, de um casal que assume compromissos matrimoniais ou de alguém que retorna à vida espiritual. Não é lícito, todavia, sacramentarmos esses gestos, chamando-os de “batizado espírita”, “casamento espírita” ou “funeral espírita”, mesmo quando se apresentam sob aparente legalidade. As instituições que se classificam como espíritas, têm o dever decorrente de pautar a sua prática dentro dos princípios contidos nas obras básicas de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita, e tem o direito constitucional de preservar a sua autonomia e liberdade de ação na execução desses princípios. O Espiritismo não tem sacerdotes e nas atividades verdadeiramente espíritas a ninguém é dado o direito de consagrar atos ou fazer concessões, seja em nome de Deus, de Jesus, dos Espíritos Superiores ou da própria Doutrina Espírita;

3.4 – colaboremos com os órgãos públicos e com a sociedade em geral, em todas as suas ações marcadas pelos propósitos de solidariedade e de fraternidade, visando a assistência e a promoção material, social e espiritual do ser humano, preservando e praticando, todavia, a integridade dos princípios e objetivos doutrinários espíritas que caracterizam a instituição;

 3.5 – relacionemo-nos com os representantes e seguidores de todos os segmentos religiosos, procurando construir a base de um convívio salutar, marcado pelo respeito recíproco e pela fraternidade, base fundamental para a construção de uma sociedade em que a multiplicidade de convicções sociais, filosóficas ou religiosas não seja impedimento para a coexistência fraterna.

Com isto estaremos vivenciando e preservando plenamente os princípios da Doutrina Espírita.

CFN  –  Brasília, 12 de novembro de 2006

http://www.febnet.org.br


28 – Alguma Coisa

20/11/2006

“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 5, versículo 31.)

Quem sabe ler, não se esqueça de amparar o que ainda não se alfabetizou.
Quem dispõe de palavra esclarecida, ajude ao companheiro, ensinando-lhe a ciência da frase correta e expressiva.
Quem desfruta o equilíbrio orgânico não despreze a possibilidade de auxiliar o doente.
Quem conseguiu acender alguma luz de fé no próprio espírito, suporte com paciência o infeliz que ainda não se abriu a mínima noção de responsabilidade perante o Senhor, auxiliando-o a desvencilhar-se das trevas.
Quem possua recursos para trabalhar, não olvide o irmão menos ajustado ao serviço, conduzindo-o, sempre que possível, a atividade digna.
Quem estime a prática da caridade, compadeça-se das almas endurecidas, beneficiando-as com as vibrações da prece.
Quem já esteja entesourando a humildade não se afaste do orgulhoso, conferindo-lhe, com o exemplo, os elementos indispensáveis ao reajuste.
Quem seja detentor da bondade não recuse assistência aos maus, de vez que a maldade resulta invariavelmente da revolta ou da ignorância.
Quem estiver em companhia da paz, ajude aos desesperados.
Quem guarde alegria, divida a graça do contentamento com os tristes.
Asseverou o Senhor que os sãos não precisam de médico, mas, sim, os enfermos.
Lembra-te dos que transitam no mundo entre dificuldades maiores que as tuas.
A vida não reclama o teu sacrifício integral, em favor dos outros, mas, a benefício de ti mesmo, não desdenhes fazer alguma coisa na extensão da felicidade comum.

 (do Livro Fonte Viva, ditado pelo Espírito Emmanuel a Francisco Cândido Xavier)


20 – Prescrições de paz

17/11/2006

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados…” – Jesus (Mt, 6:34)

Na garantia do próprio equilíbrio, alinhemos algumas indicações de paz, destinadas a imunizar-nos contra a influência de aflições e tensões, nas quais, tanta vez, imprevidentemente arruinamos tempo e vida:
 
          corrigir em nós as deficiências suscetíveis de conserto, e aceitar-nos, nas falhas cuja supressão não depende ainda de nós, fazendo de nossa presença o melhor que pudermos, no erguimento da felicidade e do progresso de todos;

          tolerar os obstáculos com que somos atingidos, ante os impositivos do aperfeiçoamento moral, e entender que os outros carregam igualmente os deles;

          observar ofensas como retratos dos ofensores, sem traçar-nos a obrigação de recolher semelhantes clichês de sombra;

          abolir inquietações ao redor de calamidades anunciadas para o futuro, que provavelmente nuncar virão a sobrevir;

          admitir os pensamentos de culpa que tenhamos adquirido, mas buscando extinguir-lhes os focos de vibrações em desequilíbrio, através de reajustamento e trabalho;

          nem desprezar os entes queridos, nem prejudicá-los com a chamada superproteção tendente a escravizá-los ao nosso modo de ser;

          não exigir do próximo aquilo que o próximo ainda não consegue fazer;

          nada pedir sem dar de nós mesmos;

          respeitar os pontos de vista alheios, ainda quando se patenteiam contra nós, convencidos quanto devemos estar de que pontos de vista são maneiras, crenças, opiniões e afirmações peculiares a cada um;

          não ignorar as crises do mundo; entretanto, reconhecer que, se reequilibrarmos o nosso próprio mundo por dentro – esculpindo-lhe a tranqüilidade e a segurança em alicerces de compreensão e atividade, discernimento e serviço -, perceberemos, de pronto, que as crises externas são fenômenos necessários ao burilamento da vida, para que a vida não se tresmalhe da rota que as Leis do Universo lhe assinalam no rumo da perfeição.

(do livro “Ceifa de Luz”, pelo espírito Emmanuel/psicografia de Francisco Cândido Xavier)


3 – Estudando a Riqueza

16/11/2006

Não é somente o Rico da Parábola o grande devedor diante da vida.

A fortuna amoedada é, por vezes,  simples cárcere.

Há outros avarentos que devemos recordar em nossa viagem para a Luz Maior.

*

Temos, conosco, os sovinas da inteligência, que se ocultam nas floridas trincheiras da inércia; os abastados da saúde que desamparam os aflitos e os doentes; os privilegiados da alegria que cerram a porta aos tristes, isolando-se no oásis de prazer; os felizes da fé que procuram a solidão, a pretexto de se preservarem contra o pecado; os expoentes da mocidade que menosprezam a velhice; os favorecidos da família terrestre, que olvidam os andarilhos da penúria que vagueiam sem lar.

Todos esses ricos da experiência comum contraem pesados débitos para com a Humanidade.

*

Lembremo-nos de que o Tesouro Real da Vida está em nosso coração.

*

Quem não pode doar algo de si mesmo, na boa vontade, no sorriso fraterno ou na palavra sincera de bondade e encorajamento, debalde estenderá as mãos recheadas de ouro, porque só o amor abre as portas da plenitude espiritual e semeia na Terra a luz da verdadeira caridade, que extingue o mal e dissipa as trevas.

*

A pobreza é mera ficção.

Todos temos algo.

Todos podemos auxiliar.

Todos podemos servir.

E, consoante a palavra do Mestre, “o maior na vida será sempre aquele que se fizer o devotado servidor de todos”.

(do livro Dinheiro; pelo Espírito Emmanuel/psicografia de Francisco Cândido Xavier)