Resenha – Chico, Diálogos e Recordações…

31/10/2006

SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES

LAR FABIANO DE CRISTO

Rua dos Inválidos, 34 – 7o andar – Centro – 20231-044 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Internet: http://www.lfc.org.br/sei

boletimsei@lfc.org.brSábado, 30/9/2006 – nº 2009

LIVRO É NOTÍCIA

CHICO, DIÁLOGOS E RECORDAÇÕES…

Foi numa tarde do dia 22 de outubro de 1946 que o ateu Arnaldo Rocha cedeu lugar ao espírita Arnaldo Rocha. Isso graças a um “ocasional” esbarrão com um homem de modos simples na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte, por onde seguia triste, cabisbaixo, pela perda, há 21 dias, de sua querida esposa, Irma de Castro Rocha, a Meimei. O homem logo foi reconhecido por Arnaldo como sendo aquele que ganhara as páginas da imprensa por se comunicar com os mortos: Chico Xavier. Daquele momento em diante, encontrara não só a pessoa que lhe convenceria de vez da existência da vida após a morte e da comunicabilidade com os Espíritos, mas o grande amigo de sua vida, a quem passaria a chamar pelo carinhoso apelido de Alma Querida.  “Escute, Naldinho… Não é assim que Meimei lhe falava? Ela está aqui, conosco, radiante de alegria pelos seus 24 janeiros, ou melhor, ela diz 24 primaveras de amor! Hoje não seria o dia de seu aniversário? Deixe-me ver o retrato dela, guardado em sua carteira” – disse Chico ao atônito jovem materialista, cujas únicas palavras trocadas com o famoso médium até aquele instante tinham sido para pedir desculpas pelo esbarrão.  A esse episódio, inesquecível para Arnaldo, se somaram, ao longo dos anos de convivência com Chico, inúmeros outros. Alguns já relatados em livros, outros ainda inéditos, como os que surgem agora numa obra plena de depoimentos do hoje octogenário Arnaldo Rocha, coletados por Carlos Alberto Braga Costa, num trabalho de reportagem que irá enriquecer as bibliotecas espíritas e fornecer novos elementos para reflexão e estudo aos interessados na memória do Espiritismo.  “Chico, diálogos e recordações…” é um passeio pelo mundo do mais conhecido médium espírita do Brasil. Entremeado de revelações, permite ao leitor perscrutar os caminhos de alguns irmãos de jornada humana cuja trajetória aparece descrita em romances psicografados por Francisco Cândido Xavier. Uma dessas revelações diz respeito ao próprio Arnaldo, que, segundo Chico, foi no passado Taciano Varro, contrário à causa cristã e um dos principais personagens do livro “Ave Cristo!”. Alguns expoentes da causa espírita também têm sua identidade revelada: “Chico me confidenciou, certa feita, que Ápio Corvino (também em “Ave Cristo!”), aquele cristão que se tornou o Benfeitor de Quinto Varro (pai de Taciano), até ao ponto de lhe ceder o nome, é uma das reencarnações do venerando Bezerra de Menezes”. Também Rufo, o velho escravo da quinta, retornara ao plano carnal como Eurípedes Barsanulfo, o Benfeitor de Sacramento. Com a habilidade característica do bom repórter, Carlos Alberto Braga Costa, através de uma conversação leve e informal, segue extraindo do atencioso Arnaldo as mais diferentes informações, tendo sempre o cuidado de facilitar a vida do leitor, reproduzindo o conteúdo de textos mencionados pelo entrevistado, o que torna ainda mais completo o seu trabalho, de 318 páginas, com 21 capítulos, alguns intitulados: “Trabalho e aprendizado”, “Vivendo em família”, “Aprendendo com a simplicidade”, “Paz no mundo e paz do Cristo”, “Há dois mil anos… – servir e marchar” e “Ante o poder do amor”. “Chico, diálogos e recordações… – histórias inesquecíveis”, este o título completo da obra, é um lançamento da União Espírita Mineira, que atende a pedidos de todas as partes na Rua Guarani, 315 – Centro – CEP 30120-040 – Belo Horizonte, MG; através da Caixa Postal 61 ou do telefone (21) 3201-3038. O livro tem 14×21cm e custa R$21,00.


Causa e Efeito

27/10/2006

“FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”
Caridade: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. (LE, 886)

42 – Causa e efeito

«Bate!…» – ordena o senhor, em subido mirante,
Ao capataz que espanca o escravo fugitivo –
«Bate mais!… Bate mais!…» E o mísero cativo
Estorcega-se e geme ao látego triunfante.
 
Esse vai, outro vem… A mesma voz troante
Ao rebenque feroz… O mesmo olhar altivo!…
Cada servo a tombar, padeça, morto vivo,
Cada corpo a cair nunca mais se levante!…

Morre o senhor, um dia… E, Espírito culpado,
Em pranto, roga a Deus lhe corrija o passado…
Renasce e serve ao bem, atormentado embora!…

Hoje, em leito fidalgo, a dor lhe impede a fala,
Sente no peito em fogo o relho da senzala
E estorcega-se e geme ao câncer que o devora!…

Silva Ramos

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)


Irmãos em Perigo

27/10/2006

Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro, a golpes verbais.
Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.
Os que colocam a mente em outro mundo, de maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.
Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.
Os que fazem dez projetos maravilhosos por dia sem concretizar nenhum deles em dez anos.
Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas que jamais dispõem de tempo para cultivá-las, em favor da própria iluminação.
Os que adiam indefinidamente para amanhã o servico da compreensão e do amor ao próximo.
Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviço aos outros.
Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.
Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.
 
(André Luiz – “Agenda Cristã” – psicografia de Francisco Cândido Xavier)


Verdade

26/10/2006

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Irmãos, quando uma verdade é universal, não é necessário que ela seja dita por esta ou aquela pessoa, por esta ou aquela doutrina. Em todos os corações sinceros a verdade resplandecerá, quando houver amor e boa-vontade!

As frases abaixo são atribuídas a Madre Teresa de Calcutá. Meditemos sobre estas verdades que a Doutrina Espírita revelou há quase 150 anos!

“O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo… Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não têm tempo para os pais. Os pais têm pouco tempo para darem-se uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo.”
“Às vezes pensamos que a pobreza é apenas fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza.”
“Se você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las.”
“Não ser desejado, não ser amado, não ser cuidado, ser esquecido por todos, isso acredito ser fome muito maior, uma pobreza muito maior do que a de uma pessoa que não tenha nada para comer.”
“Não pense que o amor, para ser genuíno, tenha que ser extraordinário. O que é preciso é amarmos sem nos cansarmos de fazê-lo.”
Cada vez que você sorri para alguém, é uma ação de amor, um presente a essa pessoa, uma coisa linda.
O trabalho de Deus são laços que formam uma corrente de amor.
“Precisamos encontrar Deus, e não podemos fazê-lo com barulho e desassossego. Deus é amigo do silêncio. Veja como a natureza – árvores, flores, grama – crescem no silêncio; veja as estrelas, a lua e o sol, como se movem em silêncio… Precisamos de silêncio para sermos capazes de tocar almas.”
“No final de nossas vidas não seremos julgados  pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro fizemos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo ‘Eu tive fome e você me deu de comer. Estava nu, e você me vestiu. Eu não tinha casa e você me abrigou’.”


Unidos para o Bem

26/10/2006

Meus filhos, todos nós fazemos parte de uma só família e de um só rebanho neste mundo que nos serve de moradia, no qual existe um só pastor, que é Nosso Divino Mestre; o Seu endereço é o testamento que nos legou. Quem quiser encontrá-Lo, que se esforce para entender o que disse. É justo que queiramos saber onde estão aqueles que nos foram caros na existência terrena; no entanto, quantas vezes passamos por lá? Se na verdade queremos, por gratidão, ajudar a quem nos serviu nos caminhos evolutivos, devemos auxiliar a humanidade inteira, pois toda ela participou para a manutenção da nossa própria vida. E, fora da humanidade, tudo o que existe está nos ajudando permanentemente. Existe, outrossim, uma lei que devem conhecer, que não erra o endereço dos que merecem. Onde os nossos amigos companheiros estiverem, estarão cercados por amigos e forças compatíveis com as suas necessidades. O que passamos e por vezes taxamos de contrastes, são reveses benfeitores que ajudam a despertar em nós a natureza divina, entremeio à natureza humana. Já nos dizia há muito, um sábio grego: – “Todas as conseqüências nos levam à obediência”. Firmemos os pés na construção do Bem, que seremos chamados para a felicidade, e quem trabalha sem reclamar, na difusão do Amor, será sempre coadjuvado pela luz de Deus, em inspirações constantes.
Ninguém pode amar sem perdoar, ninguém pode perdoar sem entender, ninguém pode entender sem analisar e ninguém pode analisar com bom senso sem sentir no coração a Fraternidade, que se transforma para os outros, em variadas modalidades do Bem.” Nós outros, para entendermos o valor da liberdade, certamente deveremos nos submeter às prisões, ser encarcerados pelas reações exteriores e, por último, pela consciência. A luz se define porque existem as trevas. Procuramos a Sabedoria, por estarmos ainda envolvidos na ignorância. Reconhecemos o Sol como agente benfeitor, por causa das trevas da noite. Achamos que o ar é uma bênção de Deus, quando esse fluido divino começa a nos faltar. A saudade nos certifica de que, ao caminharmos junto das pessoas que amamos, devemos dispensar mais carinho. O arrependimento nasce dos contrastes da consciência, que abrem os nossos sentidos para outro tipo de vida, e, os caminhos da felicidade, somente os encontramos depois de longa tormenta nas estradas do erro.

(excertos do livro “Francisco de Assis”, pelo espírito Miramez, psicografia de João Nunes Maia)


48 – Unificação Espírita

18/10/2006

Se a Lei dita a ordem, consoante define a lógica da vida e dos costumes, toda instituição se erige, quando não foge às normas do bem coletivo, por farol seguro e sinalizador de todo empreendimento nobre.
Compreendendo que a convergência de interesses espíritas criou o modelo organizacional e de unificação das empresas renovadoras do Consolador, justo salientar, ante o acervo de claridades e princípios que fundamentam um novo tempo por dentro de cada consciência e cada coração, que Doutrina é rumo e Evangelho, realização.
Não se concebe ordem sem disciplina, como igualmente não se realiza no pleno amor sem consciência ilustrada.
Instituição é escola, mas o Mundo é o campo dos testemunhos.
Enclausurar tesouros significa estimular a fome das multidões.
Espiritismo é jóia de espiritualidade a se revelar por estrutura doutrinária impecável; todavia, sem a vivência de seus fundamentos por parte de seus admiradores  estudiosos, a Terra continuará à míngua das ações solidárias e regenerativas que o sentimento da caridade prodigaliza, universal e fecundo.
União é decorrência de sintonia. E se os temas doutrinários estão fadados a movimentar os escaninhos mentais do ser, suas conseqüências morais naturalmente vincularão os corações em torno dos mesmos objetivos: a justiça, o amor e a caridade – suprema lei da evolução no Universo.
Concertando a mentalidade espírita em sua essencialidade claramente evangélica, representantes humanos do Movimento e aprendizes e tarefeiros de todos os pontos do Globo estarão permutando necessidades e acertos pelo mesmo diapasão divino: o da renovação moral efetiva, segundo os padrões inderrogáveis e eternos de Jesus – o Guia e Modelo de nossa Humanidade terrestre.

(do livro “Encontro no Ideal” – ditado pelo Espírito Emmanuel/psicografia de Wagner Gomes da Paixão)


Mensagem

14/10/2006

Filhos da alma!
Que o Nosso Senhor abençoe e ilumine os nossos corações, hoje e sempre.
Louvar o nome do Senhor em todos os lances da vida, eis a senha divina para o acesso às moradas celestiais.
Quando reclamamos, maldizemos, melindramos, desanimamos, criamos impedimentos sérios ao fluxo irradiador do próprio espírito, que carece de interação com o Amor de Deus.
Com isso, as forças necessárias para a alimentação, sustentação e equilíbrio não chegam ao centro principal da alma. Por conseqüência, as doenças físicas, as moléstias Espirituais, o desânimo nas relações, o cansaço no trabalho apontam painéis sombrios e reflexos de difícil terapêutica.
Temos aprendido com o Evangelho do Senhor a fazer o bem sempre. A vibrar pelo semelhante em todas as situações, perdoar os inimigos sem impor quaisquer condições, para fixar na intimidade da própria alma as mais belas notícias do Reino dos Céus na terra do coração.
Por isso, minhas amigas, filhos e irmãos de Nossa Casa, inspirados pelo dia dedicado a Maria Santíssima, elevemos as rogativas e preces ao alto, mas não esqueçamos de dar Graças a Deus por tudo que temos e pelos tesouros inestimáveis que só a Verdade pode nos brindar, para seguirmos no caminho que Jesus tem revelado a nós, caminheiros humílimos e esquecidos e indiferentes ao real sentido da Vida soberana e dadivosa, em Amor e Paz.
Abraços fraternos, da servidora,
Arlete
(Mensagem recebida na Reunião de Intercâmbio e Tratamento de 12/10/06 pelo médium Carlos Alberto Braga Costa)


Notícias do Seminário!

13/10/2006

Queridos amigos!
Conforme informamos anteriormente, nossa programação sofreu uma ligeira alteração, em virtude do segundo turno das eleições no dia 29 de outubro. Mas as comemorações programadas para a semana, que tratarão dos livros cujos nomes serão os temas dos estudos, permanecem as mesmas, como segue:
2ª Feira – 23/10: Bênçãos de Paz – expositora: Janete Melo
4ª Feira – 25/10: Boa Nova – expositor: Carlos Alberto Braga Costa
6ª Feira – 27/10: Sinal dos Tempos – expositor: Wagner Gomes da Paixão
sábado – 28/10: Jesus no Lar – expositor: Márcio Thadeu Pires

Vocês encontrarão um resumo destas obras na página Livros Indicados! 

O Seminário programado para o dia 29/10 passará para o dia 05/11/2006, seguindo o mesmo cronograma:
08:30 – 08:50 h – recepção, entrega de crachás, café da manhã
08:50 – 09:00 h – abertura
09:00 – 10:30 h – palestra: Francisco de Assis – Vida e Obra – expositora: Lenice Aparecida
10:30 – 10:45 h – lanche
10:45 – 11:45 h – palestra: De Francisco aos dias atuais – expositor: Afonso Chagas Correa
11:50 – 12:50 h – palestra: Reconstrução do Templo – expositor: Carlos
12:50 – 14:20 h – almoço
14:20 – 14:50 h – apresentação musical: Meu Cantar
14:50 – 16:00 h – técnica de sensibilização
16:00 – 17:00 h – apresentação teatral: Cia. Espírita Laboro, com o tema: Francisco de Assis
17:00 – 17:20 h – avaliação e encerramento

Contamos com a presença de todos!

As inscrições estão abertas na Secretaria, no valor simbólico de R$ 5,00: procurar por Beatriz ou Cristina!


Obras Póstumas

13/10/2006

Primeira Parte – Profissão de fé espírita raciocinada
§ III — CRIAÇÃO
10. Deus é o Criador de todas as coisas.
Esta proposição é corolário da prova da existência de Deus (nº 1).
11. O princípio das coisas reside nos arcanos de Deus.
Tudo diz que Deus é o autor de todas as coisas, mas como e quando as criou ele? A matéria existe, como ele, de toda a eternidade? Ignoramo-lo. Acerca de tudo o que ele
não julgou conveniente revelar-nos, apenas se podem erguer
sistemas mais ou menos prováveis. Dos efeitos que
observamos, podemos remontar a algumas causas. Há,
porém, um limite que não nos é possível transpor. Querer
ir além é, simultaneamente, perder tempo e cair em erro.
12. O homem tem por guia, na pesquisa do desconhecido,
os atributos de Deus.
Para a investigação dos mistérios que nos é permitido sondar por meio do raciocínio, há um critério certo, um
guia infalível: os atributos de Deus.
Desde que se admite que Deus é eterno, imutável,
bom; que é infinito nas suas perfeições, toda doutrina ou
teoria, científica ou religiosa, que tenda a lhe tirar qualquer
parcela de um só dos seus atributos, será necessariamente
falsa, pois que tende à negação da divindade mesma.
13. Os mundos materiais tiveram começo e terão fim.
Quer a matéria exista de toda a eternidade, como Deus,
quer tenha sido criada numa época qualquer, é evidente,
segundo o que se passa cotidianamente às nossas vistas,
que são temporárias as transformações da matéria e que
dessas transformações resultam diferentes corpos, que
incessantemente nascem e se destroem.
Como produtos que são da aglomeração e da transformação
da matéria, os diversos mundos hão de ter tido, como
todos os corpos materiais, começo e terão fim, na conformidade
de leis que desconhecemos. Pode a Ciência, até certo ponto, formular as leis que lhes presidiram à formação e
remontar ao estado primitivo deles. Toda teoria filosófica
em contradição com os fatos que a Ciência comprova é
necessariamente falsa, a menos que prove estar em erro a
Ciência.
14. Criando os mundos materiais, também criou Deus
seres inteligentes a que damos o nome de Espíritos.
15. Desconhecemos a origem e o modo de criação dos Espíritos;
apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes,
isto é, sem ciência e sem conhecimento do bem e do
mal, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem
e tudo conhecerem, com o tempo. A princípio, eles
se encontram numa espécie de infância, carentes de vontade
própria e sem consciência perfeita de sua existência.
16. À medida que o Espírito se distancia do ponto de partida,
desenvolvem-se-lhe as idéias, como na criança, e, com
as idéias, o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não
fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento,
o que é um dos atributos essenciais do Espírito.
17. O objetivo final de todos os Espíritos consiste em alcançar
a perfeição de que é suscetível a criatura. O resultado
dessa perfeição está no gozo da suprema felicidade que
lhe é conseqüente e a que chegam mais ou menos rapidamente,
conforme o uso que fazem do livre-arbítrio.
18. Os Espíritos são os agentes da potência divina; constituem
a força inteligente da Natureza e concorrem para a
execução dos desígnios do Criador, tendo em vista a manutenção da harmonia geral do Universo e das leis imutáveis
que regem a criação.
19. Para colaborarem, como agentes da potência divina na
obra dos mundos materiais, os Espíritos revestem transitoriamente
um corpo material.
Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade.
A alma do homem é um Espírito encarnado.
20. A vida espiritual é a vida normal do Espírito: é eterna;
a vida corporal é transitória e passageira: não é mais do
que um instante na eternidade.
21. A encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é
necessária ao adiantamento deles e à execução das obras
de Deus. Pelo trabalho, que a existência corpórea lhes impõe,
eles aperfeiçoam a inteligência e adquirem, cumprindo
a lei de Deus, os méritos que os conduzirão à felicidade
eterna.
Daí resulta que, concorrendo para a obra geral da
criação, os Espíritos trabalham pelo seu próprio progresso.
22. O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio
labor; ele avança na razão da sua maior ou menor atividade
ou da sua boa vontade em adquirir as qualidades que lhe
falecem.
23. Não podendo o Espírito, numa só existência, adquirir
todas as qualidades morais e intelectuais que hão de conduzi-
lo à meta, ele chega a essa aquisição por meio de uma série de existências, em cada uma das quais dá
alguns passos para a frente na senda do progresso e se
escoima de algumas imperfeições.
24. Para cada nova existência, o Espírito traz o que ganhou
em inteligência e em moralidade nas suas existências
pretéritas, assim como os germens das imperfeições de que
ainda se não expungiu.
25. Quando um Espírito empregou mal uma existência,
isto é, quando nenhum progresso realizou na senda do bem,
essa existência lhe resulta sem proveito, ele tem que a recomeçar
em condições mais ou menos penosas, por efeito
da sua negligência ou má vontade.
26. Devendo o Espírito, em cada existência corpórea, adquirir
alguma coisa no sentido do bem e despojar-se de
alguma coisa no sentido do mal, segue-se que, após certo
número de encarnações, ele se acha depurado e alcança o
estado de puro Espírito.
27. É indeterminado o número das existências corpóreas;
depende da vontade do Espírito reduzir esse número,
trabalhando ativamente pelo seu progresso moral.
28. No intervalo das existências corpóreas, o Espírito é
errante e vive a vida espiritual. A erraticidade carece de
duração determinada.
29. Quando, num mundo, os Espíritos têm realizado a soma
de progresso que o estado desse mundo lhe faculta efetuar, deixam-no e passam a encarnar noutro mais adiantado,
onde entesouram novos conhecimentos e assim por diante,
até que, de nenhuma utilidade mais lhe sendo a encarnação
em corpos materiais, entram a viver exclusivamente a
vida espiritual, em que também progridem noutro sentido e
por outros meios. Galgando o ponto culminante do progresso,
gozam da felicidade suprema. Admitidos nos Conselhos
do Onipotente, identificam-se com o pensamento
deste e se tornam seus mensageiros, seus ministros diretos
para o governo dos mundos, tendo sob suas ordens os
outros Espíritos ainda em diferentes graus de adiantamento.


Semana Especial e Seminário de Aniversário do Grupo Wernner

12/10/2006

Queridos amigos! A Paz em nossos corações!

Devido ao segundo turno das eleições, dia 29 de outubro, o III Seminário de Aniversário do Grupo da Fraternidade Irmão Wernner será alterado.

Breve traremos informações mais precisas.

Aproveitamos para informar que, na página “Livros Indicados”, constam os livros que serão trabalhados durante a Semana de Aniversário. Sugerimos que procurem lê-los, para que o aproveitamento das palestras seja o melhor possível!

Que o Senhor esteja sempre amparando os trabalhos da Doutrina Espírita!