SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
LAR FABIANO DE CRISTO
Rua dos Inválidos, 34 – 7o andar – Centro – 20231-044 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@lfc.org.brSábado, 30/9/2006 – nº 2009
LIVRO É NOTÍCIA
CHICO, DIÁLOGOS E RECORDAÇÕES…
Foi numa tarde do dia 22 de outubro de 1946 que o ateu Arnaldo Rocha cedeu lugar ao espírita Arnaldo Rocha. Isso graças a um “ocasional” esbarrão com um homem de modos simples na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte, por onde seguia triste, cabisbaixo, pela perda, há 21 dias, de sua querida esposa, Irma de Castro Rocha, a Meimei. O homem logo foi reconhecido por Arnaldo como sendo aquele que ganhara as páginas da imprensa por se comunicar com os mortos: Chico Xavier. Daquele momento em diante, encontrara não só a pessoa que lhe convenceria de vez da existência da vida após a morte e da comunicabilidade com os Espíritos, mas o grande amigo de sua vida, a quem passaria a chamar pelo carinhoso apelido de Alma Querida. “Escute, Naldinho… Não é assim que Meimei lhe falava? Ela está aqui, conosco, radiante de alegria pelos seus 24 janeiros, ou melhor, ela diz 24 primaveras de amor! Hoje não seria o dia de seu aniversário? Deixe-me ver o retrato dela, guardado em sua carteira” – disse Chico ao atônito jovem materialista, cujas únicas palavras trocadas com o famoso médium até aquele instante tinham sido para pedir desculpas pelo esbarrão. A esse episódio, inesquecível para Arnaldo, se somaram, ao longo dos anos de convivência com Chico, inúmeros outros. Alguns já relatados em livros, outros ainda inéditos, como os que surgem agora numa obra plena de depoimentos do hoje octogenário Arnaldo Rocha, coletados por Carlos Alberto Braga Costa, num trabalho de reportagem que irá enriquecer as bibliotecas espíritas e fornecer novos elementos para reflexão e estudo aos interessados na memória do Espiritismo. “Chico, diálogos e recordações…” é um passeio pelo mundo do mais conhecido médium espírita do Brasil. Entremeado de revelações, permite ao leitor perscrutar os caminhos de alguns irmãos de jornada humana cuja trajetória aparece descrita em romances psicografados por Francisco Cândido Xavier. Uma dessas revelações diz respeito ao próprio Arnaldo, que, segundo Chico, foi no passado Taciano Varro, contrário à causa cristã e um dos principais personagens do livro “Ave Cristo!”. Alguns expoentes da causa espírita também têm sua identidade revelada: “Chico me confidenciou, certa feita, que Ápio Corvino (também em “Ave Cristo!”), aquele cristão que se tornou o Benfeitor de Quinto Varro (pai de Taciano), até ao ponto de lhe ceder o nome, é uma das reencarnações do venerando Bezerra de Menezes”. Também Rufo, o velho escravo da quinta, retornara ao plano carnal como Eurípedes Barsanulfo, o Benfeitor de Sacramento. Com a habilidade característica do bom repórter, Carlos Alberto Braga Costa, através de uma conversação leve e informal, segue extraindo do atencioso Arnaldo as mais diferentes informações, tendo sempre o cuidado de facilitar a vida do leitor, reproduzindo o conteúdo de textos mencionados pelo entrevistado, o que torna ainda mais completo o seu trabalho, de 318 páginas, com 21 capítulos, alguns intitulados: “Trabalho e aprendizado”, “Vivendo em família”, “Aprendendo com a simplicidade”, “Paz no mundo e paz do Cristo”, “Há dois mil anos… – servir e marchar” e “Ante o poder do amor”. “Chico, diálogos e recordações… – histórias inesquecíveis”, este o título completo da obra, é um lançamento da União Espírita Mineira, que atende a pedidos de todas as partes na Rua Guarani, 315 – Centro – CEP 30120-040 – Belo Horizonte, MG; através da Caixa Postal 61 ou do telefone (21) 3201-3038. O livro tem 14×21cm e custa R$21,00.
Escrito por gfiwernner
Escrito por gfiwernner
Escrito por gfiwernner 