Nasceu em 29 de agosto de 1831, na então chamada Riacho do Sangue, Ceará, e desencarnou na cidade do Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1900. Como médico, Bezerra considerava sua profissão um verdadeiro sacerdócio. Dizia ele: “Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida.” Ficou conhecido como “O Médico dos Pobres”, pois atendia a todos, pudessem ou não pagar-lhe a consulta. Não raro era Bezerra quem oferecia algum dinheiro aos seus pacientes que, de tão pobres, não tinham como comprar remédios e provisões. Tanto quanto a situação de sua própria família… Como homem público, na política, antes de se admitir espírita, Bezerra era respeitado por sua honestidade, sua honradez, seu patriotismo. Era um orador consciencioso e brilhante. Foi, também, jornalista e escritor de muitos méritos. No dia 16 de agosto de 1886, há 120 anos, em um auditório com cerca de duas mil pessoas, Bezerra de Menezes declara-se Espírita. O abalo que sua declaração causou na audiência foi profundo. Desde então, Bezerra tornou-se fervoroso divulgador do Espiritismo. Como escritor, redigiu notas doutrinárias sob o título de “Estudos Filosóficos” para o jornal O Paiz, sob o pseudônimo de Max, de novembro de 1886 a dezembro de 1893. Bezerra de Menezes foi Presidente da FEB – Federação Espírita Brasileira e trabalhou incansavelmente pela unificação das diversas seitas que se formaram dentro do Espiritismo, à sua época. Abdicou da presidência para se dedicar ao “Centro Espírita” que ele criara. Passou dificuldades, foi abandonado por seus companheiros, mas jamais desanimou. Em meados de 1895 foi convidado para exercer, novamente, a Presidência da FEB, a fim de unir a família Espírita, dividida entre ‘místicos’ e ‘científicos’. Orientado por seu protetor, Agostinho, Bezerra aceitou o convite e passou os últimos cinco anos de sua vida trabalhando pela unificação. Nos cinco últimos anos antes de seu desencarne, Bezerra de Menezes desdobrou-se pela família Espírita e por seus pacientes, demostrando que viera ao planeta Terra em autêntica missão de apóstolo e de benfeitor.
09/08/2006 às 0:53 |
Bezerra de Menezes é, para nós, como um espírito protetor, que nos orienta e dirige, instrui e inspira nos caminhos do bem.