Hereditariedade

31/08/2006

Realmente, não podemos negar os princípios da hereditariedade em formação do corpo físico.

O fruto é síntese da árvore.

A casa construída revela a qualidade do operário que lhe assegurou o levantamento.

Nossos pais, na Terra, por isso mesmo, são os artífices da genética, plasmando o instrumento adequado à nossa materialização, a longo prazo, entre os homens.

Urge, porém, considerar que a moradia material nada tem a ver, substancialmente, com o seu inquilino provisório, como o leito nada possui de comum com o enfermo que o ocupa, excetuando-se naturalmente o valor do serviço prestado a um e outro, porquanto, em o domicílio, o homem estaria relegado à intempérie e, sem o catre acolhedor, o doente pereceria por deficiência de proteção.

Na consangüinidade terrestre, reunimo-nos uns aos outros, de modo geral, pelos princípios da afinidade.

Pais delinqüentes atraem espíritos viciosos que, se lhes filiando à carne transitória, lhes impõem duro trabalho regenerativo, ao passo que lares dignos invocam a presença de almas enobrecidas e belas que elegem na sensibilidade e no amor, na ciência e na virtude o seu clima ideal.

Semelhante regra, contudo, tem as suas exceções porque no ambiente sombrio da viciação e do crime podem aparecer criaturas aformoseadas pelo mais alto nível de evolução, aí cumprindo difíceis tarefas de renunciação e soerguimento para que a luz se faça entre os que se refocilam nas trevas, enquanto que nos círculos felizes podem surgir almas torvas, emissárias de sofrimentos e sombras, trazendo agoniado reajuste à assembléia familiar em que temporariamente estagiam.

Desse modo, a família terrena é a forja de laços purificadores, em que cada espírito renascente, embora recolhendo da ascendência doméstica o corpo que mereceu, é, no fundo, o herdeiro de si próprio, de vez que cada qual de nós traz consigo do passado remoto e próximo as bênçãos e as chagas, as aflições e as alegrias que semeou para si mesmo nos caminhos imensuráveis do tempo.

Sejamos cultores da sabedoria e do amor, da bondade e da educação, ainda agora, porquanto, se somos hoje os escravos da espinhosa plantação do pretérito, seremos amanhã venturosos senhores de nossos próprios destinos, se esposarmos o bem por norma inalterável de nossa paz, desde hoje.

(do livro Semeador em Tempos Novos – pelo espírito de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)


12 – No Mundo

31/08/2006

Se te devotas ao Evangelho de Jesus, não te esqueças, de que a treva-pede luz, de que o mal-pede o bem, de que a dor-pede consolo, de que a chaga-pede alívio, de que o pântano-pede socorro, de que o incêndio-pede água, de que a ignorância-pede ensino, de que a maldade-pede bons exemplos, de que o ódio-pede amor, de que a maldição-pede bênçãos, de que a penúria-pede assistência e compreensão.Não olvides, se procuras o Mestre, que Jesus foi claridade para os cegos, limpeza par os hansenianos, movimento para os inertes e entendimento para os loucos.E se desejas unir-te ao Senhor, serve incessantemente ao mundo, porque o mundo é a bendita escola onde trabalharemos, dia a dia, a obra-prima de nossa veste nupcial para comparecermos, um dia, renovados e felizes, ao banquete da alegria imortal.André Luiz

(do livro Tende Bom Ânimo – psicografia Chico Xavier e Carlos Baccelli)

Amigos, meditemos acerca das palavras de André Luiz, lembrando-nos de que nossos esforços devem ser sempre direcionados à melhoria de nós mesmos. Agindo assim, faremos brilhar a nossa luz, transformando-nos em exemplo para aqueles que nos observam, nos dois planos da vida, bem como aprenderemos a doar-nos ao semelhante pois, desta maneira, encontraremos a paz que tanto buscamos!


Educação Espírita – Um tesouro a descobrir – Adilton Pugliese

30/08/2006

(excertos do texto publicado na Revista Reformador, setembro/2006, p. 17) 

Nos registros históricos da Humanidade encontraremos inúmeras anotações em torno do esforço do homem para lograr as chamadas reformas sociais. (…)

Entendemos que, enquanto se procurar a reforma social sem a indispensável e profilática reforma moral, inúteis serão os esforços.

E a alavanca da reforma moral chama-se… educação.

Conta-se que Licurgo, célebre orador e político ateniense, que viveu entre 396 e 323 a.C. “fora, certa ocasião, convidado para falar sobre a Educação. (…)”

“(…) Educar, disse então Licurgo – é criar hábitos considerados saudáveis. Educar é desenvolver as aptidões inatas da criatura que, estando adormecidas, devem dirigir-se para o bem geral. Educar é preparar o indivíduo para realizações nobilitantes.”

Allan Kardec, o insigne Codificador da Doutrina Espírita, em O Livro dos Espíritos, enfatiza a importância da arte de educar, considerando-a como “[...] o conjunto dos hábitos adquiridos.”1 (…)

Neste momento, estudiosos da Pedagogia e o relatório da Comissão Especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), sob a coordenação do educador francês Jacques Delors (1925-), intitulado Educação, um Tesouro a Descobrir, (…) apontam os quatro pilares de uma educação para o século XXI – Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser – visando à revolução e renovação sociais que o mundo deseja. 2 (…)

“Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?”, pergunta Kardec (q. 793 de O Livro dos Espíritos). Respondem as Entidades amigas: “[...] Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral”. Em seguida, do pensamento lúcido e impregnado da vasta experiência pedagógica do mestre do Espiritismo são anotados os seguintes comentários à referida questão: “[...] De duas nações, que tenham chegado ao ápice da escala social, somente pode considerar-se a mais civilizada, na legítima acepção do termo, aquela onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho [...]; onde a vida do homem, suas crenças e opiniões, sejam melhormente respeitadas [...].

Podemos concluir então que a essência do Espiritismo é a educação e que a educação espírita é um tesouro a descobrir. Os mapas para a descoberta desse tesouro estão disponíveis, há quase um século e meio, graças à promessa de Jesus e ao esforço hercúleo do grande educador que foi Allan Kardec.

1 [comentário de Kardec à questão 685 de O Livro dos Espíritos]

2 [internet: www.infoutil.org/4pilares]


Espiritismo e Educação – Juvanir Borges de Souza

29/08/2006

(excertos do texto de Reformador – setembro/06, pág. 5)

Todos os mensageiros do Alto, desde remotas eras, tiveram a preocupação de lembrar a natureza espiritual do homem. (…)
A fé raciocinada e pura, baseada nos fatos e nas realidades e não em hipóteses em que a imaginação influi de maneira poderosa, mostra-nos o caminho certo que temos de percorrer para alcançar a perfeição.
Esse roteiro resume-se na educação da mente e do coração. Consiste na conquista dos conhecimentos e no aperfeiçoamento dos sentimentos, vale dizer, é o progresso intelectual e moral.
A educação consiste, pois, na realização dos objetivos principais na vida de cada individualidade. (…)
O Espiritismo, mostrando o caminho para a conquista dos valores definitivos, é uma doutrina de educação, em seu sentido lato, o mais abrangente possível.
Falamos de educação como o processo e a realização dos objetivos superiores da vida.
No atual estágio em que se encontram muitas nações, inclusive o Brasil, confunde-se o conceito de educação com o de instrução. (…)
A educação a que nos referimos tem um sentido muito mais amplo, abrangendo a instrução de todos os níveis e indo mais além, para alcançar todo o campo dos sentimentos.
Não basta que o homem se instrua, ou se especialize em determinados conhecimentos de ordem científica, permanecendo moralmente atrasado, insensível, egoísta, orgulhoso, personalista.
O aperfeiçoamento moral, ao lado do intelectual, é imprescindível para que haja evolução do ser.
A Mensagem do Cristo se expressa precipuamente em ensinamentos morais, por saber Ele que os homens se preocupam mais com o aperfeiçoamento intelectual e encontram maior dificuldade nas aquisições morais.
Por isso, a educação do Espírito tem sempre como parâmetro aquela Mensagem, renovada em seu real sentido e signficado pela Doutrina Consoladora, visando à renovação íntima e à reeducação de todos que despertam jpara o conhecimento das verdades eternas. (…)
O papel da educação é o de desenvolver e aumentar o que já existe, em estado latente, no imo do ser.
Assim, as verdades não surgem do exterior, mas crescem no interior de nós mesmos, quando existem esforço e vontade para isso e se escolhe o caminho certo. (…)
A Doutrina Espírita propõe uma obra de educação integral para o mundo em que vivemos.


Sobre a I Conferência

28/08/2006

Cartaz da I Conferência de Diretores e Coordenadores de Casas Espritas

I Conferência de Diretores e Coordenadores de Casas Espíritas

“Unificação sim. União também. Imprescindível que nos unifiquemos no ideal espírita, mas que, acima de tudo, nos unamos como irmãos.” (Bezerra de Menezes em mensagem de fevereiro de 1976 – livro “Bezerra de Menezes – Ontem e Hoje. FEB)

A Conferência teve início com Fabrício, do Grupo Espírita Francisco de Assis, e Scheilla, do Manoel Felipe Santiago, cantando alguns hinos para o público presente. Ao cantarem “Alegria Cristã”, todos participaram, com muita alegria!
A apresentação do programa ficou por conta de Brasil, Presidente do Grupo Espírita Gotas de Luz, que solicitou à Lenice, do Grupo Emmanuel, que fizesse a prece inicial.
Em seguida, William, da União Espírita Mineira, falou sobre a UEM, o Pacto Áureo e sobre a organização do Movimento Espírita. Trouxe orientações sobre: AME – Aliança Municipal Espírita, CEM – Conselho Espírita Municipal, CRE – Conselho Regional Espírita, COFEMG – Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais, UEM – União Espírita Mineira, CFN – Conselho Federativo Nacional e FEB – Federação Espírita Brasileira. Esclareceu que a UEM não é entidade fiscalizadora, mas consolidadora do Movimento Espírita. Apresentou sua estrutura departamental, que pressupõe divisão de responsabilidades.
Em seguida, Felipe, da UEM, falou sobre as Comissões Regionais do COFEMG, explicando que são quatro as Comissões Regionais de Minas: Triângulo, que é composta por quatro CRE; Centro-Norte, com seis CRE (nesta está inserida a nossa cidade); Leste, com cinco CRE e a Sul, com oito CRE, num total de 23 Conselhos Regionais Espíritas. Falou de suas reuniões e da importância de suas decisões.
Continuando as orientações aos presentes, José Reinaldo, da AME-BH trouxe a importância da AME e falou de seu trabalho como entidade que une, coordena e orienta as quatro Regionais de Belo Horizonte: Centro-Sul, Nordeste, Noroeste e Sudeste. A união das Casas Espíritas de cada Regional, bem como a união das Regionais, trarão benefícios a todas as Casas Espíritas, tornando a AME-BH uma entidade mais atuante dentro do Movimento Espírita.
Todos os expositores foram unânimes em esclarecer que a célula funcional do Movimento Espírita, sua própria razão de existir, é o Centro Espírita. Todas as propostas que são levadas ao CFN, saíram das necessidades da Casa Espírita e todas as alternativas de solução devem voltar à sua origem, ou seja, o Centro Espírita. Esta a razão pela qual esta I Conferência é tão importante para alavancar o Movimento Espírita em Minas Gerais.
Por fim, Honório Onofre de Abreu, atual Presidente da UEM, trouxe-nos palavras de incentivo e orientação, dizendo que este é um trabalho de profunda sedimentação de sentimento, conclamando-nos a fazermos um “trabalho de coração”.
“Unificar o Movimento Espírita”, disse-nos Honório, “é facilitar as coisas”. As experiências vividas por uma Casa, por um Grupo, por alguma entidade, podem ser repassadas a outras que, assim, não precisam vivenciar as mesmas dificuldades que já foram transpostas. “Quem se une ao Movimento Espírita começa a pensar além”, orientou-nos Honório, incentivando aos presentes a iniciarem esta unificação dentro de seus Centros Espíritas, lembrando-nos de nossas responsabilidades e compromissos assumidos, trazendo-nos a palavra do Divino Mestre: “Que vos amei uns aos outros como eu vos amei”.
Enfim, Honório concluiu que participar do Movimento Espírita exige paciência e espírito de sacrifício, pedindo-nos que façamos deste primeiro encontro a oportunidade de estreitar nossos corações e agradecer pelas oportunidades recebidas, vibrando com nossas propostas, pois elas são parte do compromisso assumido.
Encerrando o evento, Brasil agradeceu a presença de todos, informando que as Regionais já estão com suas reuniões marcadas. Para facilitar a lembrança, a AME-BH fez um marca-livro personalizado para cada Regional, onde constam os dados do encontro. O próprio Brasil fez a prece de encerramento.

Juntos, faremos a diferença!


I Conferência de Diretores e Coordenadores de Casas Espíritas

27/08/2006

Aconteceu na tarde de hoje o primeiro encontro entre Diretores e Coordenadores de Casas Espíritas, que objetiva lançar profundamente as raízes do Movimento de Unificação em terras Mineiras.

Os expositores foram unânimes em afirmar que o Centro Espírita é a base do Movimento, e a coesão, como realçou Honório de Abreu, atual Presidente da União Espírita Mineira, vem do coração!

Parabéns aos organizadores!


Caridade

25/08/2006

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

(O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)


Duração dos trabalhos de Allan Kardec

24/08/2006

24 de janeiro de 1860
(Em casa do Sr. Forbes; médium: Sra. Forbes)
Duração dos meus trabalhos

Segundo a minha maneira de apreciar as coisas, calculava eu que ainda me faltavam cerca de dez anos para conclusão dos meus trabalhos; mas, a ninguém falara disso. Achei-me, pois, muito surpreendido, ao receber de um dos meus correspondentes de Limoges uma comunicação dada espontaneamente, em que o Espírito, falando de meus trabalhos, dizia que dez anos se passariam antes que eu os terminasse.
Pergunta (à Verdade) — Como é que um Espírito, comunicando-se em Limoges, onde nunca fui, pôde dizer precisamente o que eu pensava acerca da duração dos meus trabalhos? Resposta — Nós sabemos o que te resta a fazer e, por conseguinte, o tempo aproximado de que precisas para acabar a tua tarefa. É, portanto, muito natural que alguns Espíritos o tenham dito em Limoges e algures, para darem uma idéia da amplitude da coisa, pelo trabalho que exige. 
Entretanto, não é absoluto o prazo de dez anos; pode ser prolongado por alguns mais, em virtude de circunstâncias imprevistas e independentes da tua vontade.

NOTA — (Escrita em dezembro de 1866) — Tenho publicado quatro volumes substanciosos, sem falar de coisas acessórias. Os Espíritos instam para que eu publique A Gênese em 1867, antes das perturbações. Durante o período da grande perturbação terei de trabalhar nos livros complementares da Doutrina, que não poderão aparecer senão depois da forte tormenta e para os quais me são precisos de três a quatro anos. Isso nos leva, o mais cedo, a 1870, isto é, em torno de 10 anos.

(do Livro Obras Póstumas)


Chama Divina

23/08/2006

Ante os conflitos que explodem no mundo, conserva-te em paz.

Não te deixes envolver pelo pessimismo.

Continua servindo e abençoando a vida.

O bem triunfa sempre.

A pouco e pouco, o homem ergue-se das sombras para a luz.

Não cedas às sugestões da descrença.

A dor desperta as consciências adormecidas.

Ora e confia no futuro.

Por mais se alteiem as labaredas do ódio, o amor é chama divina a dissipar o mal.

Lembra-te que o Senhor permanece velando.

Bezerra de Menezes

(do livro: Tende Bom Ânimo – psicografia de Chico Xavier e Carlos Baccelli)


Atendimento Fraterno

22/08/2006

O Atendimento Fraterno é uma das tarefas das Casas Espíritas e se destina a receber e orientar as pessoas que buscam, na Doutrina Espírita, alívio para seus problemas.

O Atendimento Fraterno destina-se a oferecer esclarecimento evangélico-doutrinário como base para o reajuste e redirecionamento de idéias de quem procura o Espiritismo, fazendo-se necessário, portanto, que esta tarefa seja executada com seriedade, disciplina e preparo.

O atendente fraterno deve ser alguém com um bom embasamento evangélico e doutrinário e que tenha maturidade suficiente para lidar com situações inesperadas. O atendente fraterno deve reportar, sempre, o sucesso dos trabalhos ao Mestre Jesus, uma vez que é Ele o verdadeiro “médico” de nossas vidas.

Finalmente, o atendente fraterno deve orientar para a mudança de atitudes, explicando que ela é fundamental para o reajuste íntimo, procurando levar, à pessoa que está atendendo, a confiança na assistência espiritual.